segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

ao longo de nossa vida estamos acostumados a ouvir histórias: sejam elas fictícias, causos antigos, lendas, experiências de nossos pais e muitas outras com as quais comparamos nossa vida. mas aos poucos aprendemos a criar nosso próprio livro, contendo nossa própria história. até então, ela era contada por nossos pais pois não sabíamos escrever e ainda não tínhamos as rédeas de nossa vida, mas deste instante, dessa despedida do ensino médio para frente, quem pega no volante somos nós. mas o que dizer desse capítulo que estamos terminando de redigir? o que dizer das imagens que colamos, das personagens que conhecemos, dos bens preciosos que guardamos, do conhecimento que adquirimos? 
Chegou o dia em que dizer xau e dar um abraço não é mais questão de formalidades: é motivo de choro e é o aproveitamento dos últimos minutos juntos, das últimas palavras, últimas lágrimas e risadas. agora é o momento de recordar tarefas compartilhadas, mestres que ouvimos, seminários que apresentamos, folias que fizemos, trabalhos deixados para os últimos instantes... não pararemos nunca de escrever em nosso livro quantos momentos passamos juntos. mas não é preciso dar um ponto final em tudo isso, para tal situação, usamos reticências pois é algo que não se acaba... 
De agora para frente decidiremos o nosso futuro. escolheremos nossa carreira. seremos guias de nosso futuro. colocaremos as lembranças em nosso livros que um dia mostraremos para nossos filhos, amigos e familiares. nossa tarefa agora não será mais fazer apostila de filosofia, seminário de geografia e nem balancear equações químicas, agora teremos que trilhar nossa própria vida adulta, balancear nossas decisões, trabalhar e fazer seminários para o mundo saber quem somos e que estamos prontos para seguir viagem. agora a vida aperta, a realidade das escolhas que fizemos se apresenta como companheiras. 
Agora lembrar dos amigos é motivo para chorar, lembrar dos nossos maravilhosos mestres e de suas respectivas aulas faz com que nossos olhos fiquem marejados e esses três anos foi uma grande instalação que fizemos na nossa história que faz com que fiquemos tristes de pensar que acabou. 
Termino minhas palavras com as de Cora Coralina:
"Não sei se a vida é curta ou longa para nós, mas sei que nada do que vivemos tem sentido, se não tocarmos o coração das pessoas.
Muitas vezes basta ser: colo que acolhe, braço que envolve, palavra que conforta, silencio que respeita, alegria que contagia, lágrima que corre, olhar que acaricia, desejo que sacia, amor que promove.
E isso não é coisa de outro mundo, é o que dá sentido à vida. É o que faz com que ela não seja nem curta, nem longa demais, mas que seja intensa, verdadeira, pura enquanto durar. Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina."

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