terça-feira, 28 de agosto de 2018

Comecei a escrever de várias formas... apaguei.
O mundo já deu voltas e ainda estamos aqui: indagando o porquê de um fim...
ou talvez de um tempo que o universo nos pediu.
Ainda guardo as últimas palavras com um carinho imenso e uma esperança:
a de que um dia nos reencontremos e possamos partilhar de mais risadas.
Te trago nas orações e no meu eterno carinho
por tudo o que me ensinou
e continua me ensinando
mesmo não estando aqui perto...
nosso hoje é o amanhã de um tempo que ninguém desejou
ninguém planejou...
" A arte existe porque a vida não basta" - Ferreira Gullar 

quinta-feira, 23 de agosto de 2018

Nos momentos de grande tormenta, a dor pode abalar os sonhos, as trilhas construídas com tanto suor, as convicções e também a vontade de batalhar. Ninguém pode dizer que você é fraco por querer desistir ou por simplesmente querer deixar tudo de lado, deitar e dormir. Na tormenta, a paz e o restabelecimento da confiança em si são coisas progressivas que fluem no seu tempo, sem pressa, sem pressão. O agito dos pensamentos pede paz, acolhimento e muita paciência. Pede amor dos outros e palavras aconchegantes. A gente precisa aprender, primeiramente, a andar e depois a caminhar sem pressa.

quarta-feira, 22 de agosto de 2018

Um vendaval passa no dia - carregado de pensamentos tristes, lembranças, saudade e também anseios. Respira. Dá-se um tempo, o tempo que o corpo e a mente necessitam para se rearranjar. Procura-se colo, ouvido ou até mesmo o silêncio do outro que está ali para ajudar com o fardo, se propondo a servir de apoio, de parada no meio dessa jornada louca que são as nossas escolhas. Essas mesmas escolhas nos trouxeram para essas pessoas que hoje estão aqui, nos servindo. E não há nada mais belo do que encontrar alguém que te serve - de servir mesmo, de distribuir, dar, se colocar ao seu dispor, se apossar da sua dor levando em troca o amor e a compreensão - assim como o sol que desponta no horizonte após a tempestade. Ter um "sol" particular é ter um pedacinho do céu consigo. Nos tempos de vendavais a gente se resguarda mas se deixa esquentar pela luz daqueles que olham por nós. É uma pausa para o recomeço.  
- Foto: Céu de Brasília sob os olhos do meu sol particular -

domingo, 19 de agosto de 2018

Nossos sonhos são como árvores: crescem para diversas direções!
Em todas as áreas da nossa vida, se assim pudéssemos compartimentalizá-la, temos ramos que vão crescendo, tentando alcançar algo. Quando somos frustrados nessa busca o galho se quebra ou é podado. Mesmo nesse processo temos a possibilidade de crescer, de buscar outras direções e modificar nossas convicções. A queda das folhas secas dão lugar à regeneração, às novas alternativas e ao começo de um novo ciclo. Vamos crescendo, fortificando as raízes, sentindo as diferentes brisas de cada uma das estações do ano... somos chamados à uma experimentação da vida visceral onde cada parte desta deve ser sentida com a alma, sonhada com garra e fortificada em coisas verdadeiras. O processo de crescimento, queda, experimentação, restabelecimento de harmonia interior é algo que vai acontecendo de forma natural - é a energia que flui em nós, que nos move como seres humanos ou... como árvores!