quarta-feira, 13 de junho de 2018


Sentada aqui posso te sentir bem pertinho. Falando comigo. Essa luz que me invade e me mostra o quanto nós já vencemos juntos. Batalhas que só nós dois lembramos. Você me revestiu de esperança e de força, muita força. Eu me lembro de tudo. Nós caminhamos todos os dias juntos: você estava ali no ar, no sol, nas árvores e flores... Vez ou outra me mantenho mais distante mas você sempre encontra uma forma de dizer "eii, tô aqui tá?! não esquece de mim". Essa é nossa relação. 
Descobri suas riquezas no meu próprio coração.
Foto: Serra da canastra - MG

sábado, 9 de junho de 2018





"O sol brilhou. 
Eu disse que ele voltaria. 
Como me deixei guiar sem medo: ele veio! 
Entramos em um consenso: 
ele me aquece sem me queimar e eu o acolho sem lhe sufocar. 
Dei um anel de compromisso
mas sem comprometer-se em qual dedo deve usar
dele só pedi uma coisa:
de mim prometa-me cuidar!"


"Alegria no olhar. Observei cada ponto mas sempre me surpreendo com algo novo. Ou melhor: sou surpreendida. Não tem limites. Temos a própria trilha sonora e um trevo de 4 folhas a nos guiar. Parece sorte. Nos alojamos nos pensamentos, nas coisas palpáveis e nas novidades desse trilhar que têm sido surpreendente. Passando longos minutos a olhar profundamente a beleza que os outros não podem ver. Paira aquela paz, uma admiração mútua, uma alegria inocente e uma felicidade absurdamente gigante. Ahhh aqueles olhos... às vezes parecem duas janelas, em outras: labirintos. Voz, pele, riso, cheiro, cabelo, alma de criança... Nunca se viu assim: amor genuíno, reciprocidade, leveza nos encontros, incandescência nos contatos, conversas francas - um encontro de almas que querem se somar."
Caí. Tropecei e levantei após o susto. Me reergui. Caminhei muito, desconstruindo convicções, construindo um novo olhar. Andei mais um pouco, passando por buracos, alegrias, ensinamentos, flores que o vento levou, ondas de insegurança e vendavais de plenitude, desvios nas rotas. Foram muitas decepções. Corri. Senti o ar me escapar nadando freneticamente para alcançar a paz. Almejei o carinho. Conquistei mais do que corações: conquistei confiança de muitos e tentei honrar cada uma. Vi o mundo girar, um mundo carregado de gente, quando em mim, no meu micromundo, eu me sentia só. Mergulhei nos meus sonhos, me vesti da minha essência, distribuí sorrisos, conselhos. Fui para o outro o que eu queria que fossem para mim. Pessoas passaram, algumas ficaram. Pessoas passaram e ensinamentos deixaram. Teve choro que eu engoli e teve lágrima que saiu sem resistência. Teve choro em silêncio e teve alegria com barulho. A jornada nunca acaba. Olha-se para trás, para frente: bate desespero e também tranquilidade. Aqui dentro tem um coração que pulsa muito. Nessa grande inquietude vai batendo sem saber o que ainda vem pela frente... espera o fim... espera outros começos...

O que é o céu, tantas árvores, vento, flores, pássaros e insetos? Quanta vida cabe em um espaço terreno? O que têm nessa imensidão que é tão instigadora mas que a grande maioria das pessoas não consegue ter a sensibilidade para admirar? Muitas vezes tiram-se dezenas de fotografias destes cenários, assim como de tantos momentos da nossa vida, sem que se tenha realmente vivido aquilo. Quantas vezes realmente vivenciamos algo visceralmente? Nos apossamos do ambiente ao nosso redor? Quais são as fotografias que guardamos na nossa mente, os filmes e as cenas que vivemos repetindo dentro de nós mesmos? O que estamos buscando ao postar fotos cheias de filtros cujos momentos nem foram sentidos, apenas registrados em uma câmera? 
"Estar" não é a mesma coisa que "fazer parte" de um determinado local.
Quem faz parte "partilha" das experiências que o momento te proporciona, que o ambiente provoca. Quem faz parte cresce, aprende, aprecia, vivencia, lapida, admira, espanta-se, motiva-se, estranha, não se contenta em apenas estar: quer extrair as essências dos momentos.
Quem partilha deixa um pouco de si ao mundo.
Remexe-se por dentro e convida-te a mudança.

quinta-feira, 17 de maio de 2018

segunda-feira, 7 de maio de 2018




























01/05/2018 - JJ3271 - Destino SP - 13:50
Quantas vezes eu te pedi para parar?
Quantas vezes te sufoquei, abafei você dentro de mim?
Pedindo, suplicando: não é a hora.
Preciso ser forte.

Forte.
Fique forte.
E quantas vezes estou sendo, ou acho que estou sendo.
Mas forte e fraco começam com a mesma letra.
O limiar é estreito.
Quantas vezes, por desespero de vazar, de derramar-se através dos meus olhos,

eu tranquei a mente e disse:
hoje e aqui não.
Lágrimas... vocês me perseguiram em cada decolagem e pouso...
Você bate incessantemente para que eu viva ou

eu vivo intensamente todas as coisas para que você não morra?
Esse nó que me aperta a garganta e sufoca:

é a saudade do que já tive ou
vontade do que ainda está por vir?
A vida não dá tempo pra gente dialogar coração...lágrimas...
Ela nem sequer se preocupou em nos preparar
para todos os tombos que
eu
você
e
as
lágrimas
íamos
levar
...